#002325 – 10 de Outubro de 2025
Boris Cherny, que criou o Claude Code, compara a revolução tecnológica da inteligência artificial à invenção da imprensa. Explica Cherny que, antes da imprensa, só uma minúscula parte da humanidade sabia ler e escrever. E que provavelmente não haveria Renascença sem a invenção da imprensa, pois só este democratizar massivo da tecnologia da escrita permitiu criar massa crítica para que muitas ideias e tecnologias se desenvolvessem a seguir. Diz Boris Cherny que agora não temos, tal como na altura os que assistiram ao surgir da imprensa não tinham, forma de imaginar que descobertas incríveis aí vêem, com a acessibilidade a ferramentas como o Claude Code e o Cursor, que permitem que qualquer pessoa programe.
Jeremy Howard, que fundou a fast.ai, usa o mesmo exemplo, da invenção da imprensa, para tirar uma lição diferente. Diz ele que é muito perigoso deixar que uma tecnologia poderosa seja centralizada, visto que assim é bem mais fácil que algumas pessoas se apoderem delas, monopolizando as suas capacidades para benefício próprio, com o risco da destruição da civilização. Tal como houve quem quisesse resistir a deixar que a imprensa permitisse o acesso de todos à escrita, diz Howard, agora há quem queira limitar o acesso a estas ferramentas de inteligência artificial e concentrar o poder o mais possível. Jeremy Howard coloca a questão: não sabemos ainda onde esta tecnologia nos vais levar, nem se vai ser tão poderosa como alguns pensam, mas se realmente se revelar assim tão poderosa, será boa ideia deixar que apenas o Trump ou o Musk a controlem?