​on 02/08/2026 at 16:02

#002425 – 16 de Janeiro de 2026

Agosto tem notoriamente mais movimento. A ribeira de Gaia era uma confusão e aqui chegado a Valadares, está tudo cheio. Preparo as pernas para a viagem até Cabeceiras de Basto pela ecopista do Tâmega. Já passou algum tempo desde que fiz a ligação entre Amarante e a estação da Livracão. Não havendo ecovia nesse troço, dá para seguir pelo trilho que ficou depois de retirados os carris, mas há uma ponte ferroviária que é impossível de atravessar e tem de se dar uma volta. É difícil de perceber que a ligação ferroviária até Amarante tenha sido destruída, mas a linha do Tâmega ia até Arco de Baúlhe. Esta ecopista é, como muitas no país, o fóssil das antigas linhas de comboio que ligavam o interior aos grandes centros. Sou ciclista e beneficio destas estruturas de lazer, mas assinalo que ali se destruiu transporte público, acto político que isolou ainda mais as populações do interior. Num país tão pequeno, a dependência do automóvel não é destino inevitável, é escolha política.

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