#002416 – 08 de Janeiro de 2026
Enquanto ainda vou no episódio 5 de Pluribus: três lentes para olhar para a série me ocorreram. Uma: a fobia americana do socialismo, enquanto suposta estrutura aniquiladora da liberdade individual; uma saga de uma mulher que não se deixa vergar pela forma desumanizante de o colectivismo acabar com a criatividade e a ambição humanas. Outra: uma concretização da singularidade prometida pelos arautos da superinteligência artificial; uma outra forma de reunir todo o conhecimento e experiência humanas mas que ganha contornos bizarros e inquietantes precisamente por ter rosto humano. Terceira: O ego dos bilionários com toda a humanidade ao seu dispor, submissa e feliz por agradar, com o ingénuo desejo de converter os bilionários a tornarem-se mais um, uma pessoa como as outras; o contraste cada vez maior, uma vez que o narcisismo do bilionário se irrita tanto com a servilidade como com as (poucas) limitações à concretização dos seus caprichos.