#002422 – 13 de Janeiro de 2026 Neil Gaiman, em “Coraline”: Fairy tales are more than true: not because they tell us that dragons exist, but because they tell us that dragons can be beaten. Stanislaw Lem, em “Cyberiad”: Yes, it is easy not to believe in monsters, considerably more difficult to escape their dread… Continue reading on 29/07/2026 at 11:35
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on 29/07/2026 at 11:25
#002420 – 12 de Janeiro de 2026 Custa-me usar a campainha da bicicleta. Ela existe, está montada, funciona e tem um propósito. Mas depois inibo-me quase sempre, antes de a fazer soar. Sinto-me o equivalente, em duas rodas, a um condutor chato nas costas de alguém, a tocar a buzina. Sinto-me pior que esse condutor.… Continue reading on 29/07/2026 at 11:25
on 17/07/2026 at 19:29
#002419 – 11 de Janeiro de 2026 Que não me aceitem ou não gostem de mim, não levo muito a mal. Custa-me é não ser entendido. Deixa-me exausto ter de explicar tudo, vezes sem conta, como se a coisa mais simples fosse um capricho meu, uma imbecilidade da minha teimosia. Que nervos quando, propositadamente, me… Continue reading on 17/07/2026 at 19:29
on 15/07/2026 at 11:26
#002418 – 10 de Janeiro de 2026 Neste capítulo do Cyberiad, “The First Sally (A) or Trul’s Electronic Bard”, espanto-me. A máquina que esta personagem constrói faz lembrar os actuais modelos de linguagem, sobretudo no tipo de interação à base de prompts. Este livro foi publicado em 1965.
on 15/07/2026 at 06:57
#002417 – 09 de Janeiro de 2026 No Cyberiad uma passagem em que o narrador diz, a propósito da construção de uma máquina que conseguisse escrever poesia, que o programa que se encontra na cabeça de um poeta foi escrito pela civilização do poeta.
on 13/07/2026 at 23:07
#002416 – 08 de Janeiro de 2026 Enquanto ainda vou no episódio 5 de Pluribus: três lentes para olhar para a série me ocorreram. Uma: a fobia americana do socialismo, enquanto suposta estrutura aniquiladora da liberdade individual; uma saga de uma mulher que não se deixa vergar pela forma desumanizante de o colectivismo acabar com… Continue reading on 13/07/2026 at 23:07
on 13/07/2026 at 19:03
#002415 – 07 de Janeiro de 2026 As histórias só existem, inteiramente, a partir do momento em que são escutadas ou lidas. Por muito que tenha havido e sempre haja escritores que não publicam, que não mostram e até que destroem as próprias histórias, a figura do leitor paira sempre. O leitor é essa assombração… Continue reading on 13/07/2026 at 19:03
on 11/07/2026 at 14:54
#002414 – 06 de Janeiro de 2026 Falamos com chatbots. Pedimos conselhos, ajuda em troubleshooting, dicas para corrigir um bug, instruções para instalar ou desinstalar um programa. Habituamo-nos a ter cuidado, sabemos que as alucinações não são sempre evidentes e a confiança com que o Claude nos guia os passos não é necessariamente proporcional à… Continue reading on 11/07/2026 at 14:54
on 29/06/2026 at 15:46
#002413 – 05 de Janeiro de 2026 A voz de André Henriques tem uma fragilidade muito precisa. Um subtil talento de passar entre gotas de chuva ácida, de caminhar descalço no gume do medo, de enfrentar muito mais do que os fantasmas de amanhã.
on 29/06/2026 at 10:35
#002412 – 04 de Janeiro de 2026 Só agora, aos 50 anos de vida e de democracia, começo a escutar José Mário Branco. Espanto-me com a qualidade e a beleza de tudo: letras, orquestrações, intensidade, subtileza. Fico envergonhado pelas palavras que me saem a custo, secas e insuficientes.